quarta-feira, novembro 21, 2007

Ao sangue dos répteis

Al Berto lia em voz alta os seus poemas e quem o ouviu não consegue separá-los da sua voz, a voz que "soube cavar uma língua estrangeira na sua própria língua" (Golgona Anghel, na introdução ao Último Coração do Sonho).


(...)

enumero as casas abandonadas ao sangue dos répteis
surpreendo-te quando me surpreendes
pela janela espio a paisagem destruída
e o coração triste dos pássaros treme

(...)

Al Berto, in "Ofício de Amar", org. Jorge Reis-Sá, O Último Coração do Sonho, Quasi, 2006
Foto: Isabel Solano

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