terça-feira, novembro 20, 2007

Do asfalto da memória


Tomámos do mesmo cálice e unimos as mãos à espera da demora
pensámos sem pensar que o dia se escreveria por si
e que não havia mais fontes onde beber da luz
Cozinhámos um beijo longo mas apenas morno
para depois nos deitarmos no asfalto da memória
partilhada que fora a viagem chegada sem sentido
sem direcção aparente embora os olhos chorassem
e as bocas permanecessem fechadas

Bárbara Pais, in In Vida Veritas, inédito, 2007
Foto: Isabel Solano

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