domingo, novembro 25, 2007

No morno à beira-mar


No quente de um café à beira-mar
olho as ondas que embalam o meu sonho
náufrago de mim, perdido
em sons ecos de búzio oco
esquecido

Pela areia húmida há passos sem sentido
deambulações sem tempo conhecido
vultos já sem sombra
sinais sem vida

no morno de um café à beira-mar
perco-me do meu sonho perdido

Rui de Morais, in Caminhante, inédito, 2007
Foto: Isabel Solano

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