quinta-feira, fevereiro 07, 2008

Cada vez mais cedo morre o dia


DEZEMBRO

A esta
mesma
hora
em cada
cerro

um piano
se exalta
na agonia

Tarde
após tarde
cada vez
mais
cedo

nas suas
teclas
pretas
morre
o dia

David Mourão-Ferreira, in "Horizontes", Obra Poética, 5ª ed.,Editorial Presença, 2006
Foto: Isabel Solano

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