domingo, março 09, 2008

Às janelas do computador


ELA - AGORA

Não menos que Helena bela
Ela senta-se à janela
Porém não à janela mas às janelas
Do computador
Que abrem portas que são redes
Páginas que são sítios
Avenidas que são ermos
Que agora percorremos
Já sem voz
Cada vez mais sós

Tanta profusão
Atira-nos
Para um lixo que nos deita fora

Ana Hatherly, in "Hors texte", A Neo-Penélope, &etc, Lisboa, 2007
Foto: Isabel Solano

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