quinta-feira, maio 22, 2008

Meu mar


Amo o esplendor que traz a escuridão
quando se fecham todas as janelas
e a casa me adormece com brandura

Volto ao início não conheço o medo
não vejo a luz do mundo eu só e nada temo
no calor desse silêncio meu morno mar materno

21/05/2008

Isabel Solano, in Entretextos, inédito, 2008.
Foto: Isabel Solano

Sem comentários: