sábado, julho 26, 2008

Em cheiro de hortelã


No cheiro a hortelã em que nos deitamos
há um outro mar nascendo da terra

Envolve-nos de verdes orvalhos folhas
minúsculas hastes erguidas ao céu

Nesta manhã que se funde no sol
não existem rostos intranquilos
não existem sombras apesar da luz

Existem apenas corpos sobre a terra
bebendo vida em cores ainda por inventar

22/07/2008

Isabel Solano, in Entretextos, inédito, 2008.

Foto: Isabel Solano

2 comentários:

Paradoxos disse...

"Existem apenas corpos sobre a terra
bebendo vida em cores ainda por inventar"

ADOREI!!!!

Anónimo disse...

Gostei do poema. Fica a convite para visitar o meu sítio em:

http://mancelos.com.sapo.pt

João de Mancelos