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Domingo, Março 16, 2008

Feira do livro manuseado

A BI (Biblioteca de Editores Independentes, constituída pela Assírio &
Alvim, Relógio D'Água e Livros Cotovia) organizou, com o apoio da Abraço, mais uma feira de livros manuseados na Rua Garrett.
Só consegui ir hoje, último dia da feira; e vim satisfeita com o saco das compras. Por 37 euros:
  • da Relógio d'Água,
Fernando Pinto do Amaral, Às Cegas, uma edição de 1997(102 pp)
  • da Cotovia,
o vol. 3 de As Escadas não têm Degraus, de 1990 (321 pp de antologia muito variada: traduções de Homero, Beckett, Yeats, entre outros; e mais de duas dezenas de poetas portugueses, todos contemporâneos)
  • da Assírio & Alvim,
O Poeta Nu, de Jorge Sousa Braga, edição de 2007 (340 pp)
A Cal dos Muros, de António Dacosta, 1994 (109 p)
Antologia Poética, de Natércia Freire, 2001 (161 pp)
  • e ainda, da colecção Biblioteca Editores Independentes (livros de bolso),
o Manual de Prestidigitação de Mário Cesariny, de 2008 (161 pp)

Depois da feira, o inevitável e saboroso descanso na esplanada da Brasileira, a folhear as compras e ver o Chiado a passar. Os grandes prazeres fazem-se de coisas simples assim.

Quarta-feira, Janeiro 30, 2008

Escrevem-se sons

Hoje foi dia de ouvir escrever sons de jazz. Continuo com eles noite fora, sem palavras. Ou talvez com palavras demais, tantas e em tal profusão que me escapam.

Sábado, Novembro 24, 2007

A ânfora restaurada

Foi a minha estreia nos encontros do Palácio Galveias. Disse-se poesia de uma forma simples: poemas dos presentes ditos pelos próprios, poemas de outros, poemas... Caloira, não levava nada comigo, mas logo me deram que fazer. Do boletim da Associação, fiz uma escolha rápida que recaiu sobre um soneto muito bonito, "Ânfora", de Carmo Vasconcelos.

Para a próxima, voltarei, quem sabe se com coragem para ler algum dos meus rabiscos?


ÂNFORA

Esvaziada me deixa a tua ausência
O mundo ao meu redor é um deserto
Vislumbro-te um oásis se estás perto
Romã e cidra é tua imanência

Quando te vais, fontes em mutação
Libertam gotas acres e salgadas
São lágrimas as águas derramadas
Que de mim brotam em desolação

Penetraste, símil, em minha aura
Pintando a cor ideal, a que restaura
Os danos incrustados em cegueira

E a ânfora que eu era estilhaçada
Colada a este amor está restaurada
Voltei, amado meu, a ser inteira

Carmo Vasconcelos, in Boletim da Associação Portuguesa de Poetas, nº39, 2007 (que me desculpe a APP e a autora se a referência não estiver correcta)
Foto: Isabel Solano

Domingo, Novembro 11, 2007

Outro dia, outra cogitação

Um blogue - este blogue, pelo menos - também me parece um repositório de passos perdidos. Não sei se gosto... a não ser que sejam passos a caminho da luz.

Pretexto para publicar uma foto com dunas. Gosto de dunas. Destas dunas. De quase todas as dunas. São como divãs.